segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Não fomos nós


                      Nascemos com algumas negações como essa “Quem quebrou o vaso de flor da sala, não fui eu; quem estragou isto, quem quebrou aquilo e assim segue os não fui eu”. Mesmo que ninguém aceite essa é a primeira reação humana, é essa de dizer palavras magicas “não fui eu”. Negar é sempre a primeira reação, só depois podemos dizer ou fazer algo.
                      Na idade adulta somente muda nossas “desculpas”; “ olha não sei quem foi”, “bem, deve ter sido um acidente” ou até pior “acho que foi fulano”. Tudo isso para falar e gritar “não fui eu”. Então que pode ter sido? “hã, isso só pode ter sido eles” e assim segue foram eles, eles...
                      Às vezes os eles se irritam e dizem fostes tu, mas isso é raro. O normal é culpar eles, quem matou saddam hussein? Que fazia espionagem na internet? Quem é culpado da alta no preço do petróleo? Quem leiloou o campo de libra? Quem não investe no sistema estadual? Quem? Ora, são eles e eles, e finalmente somente eles. E nós poderia ser? Não de jeito nenhum. Dizer que o culpado somos nos é culpar eu também, e consequentemente tu; e tu não quer ser o culpado ou quer?
                      É interessante olharmos nos telejornais os depoimentos e escultarmos essa frase “não fui eu”. Só que mais estranho ainda é ouvir os espectadores se indignando com o não fui eu, como se cada dia ele mesmo não falasse o mesmo. Agora você me pergunta quem escreveu isso, eu respondo “não fui eu, nem nos ,nem tu, ou seja, isso só pode ser escrito por eles.”

O texto do famoso Barthes



                      Barthes escreveu uma redação para sua digníssima professora. Ela o elogiou e cumprimentou pela suma dramatização, era sobre a “A morte do coelho Serafim”. Vai entender com se deu seu fim.
                      Então ele leu para seus colegas e começou sua narrativa emblemática e cativante, como uma “incrível novela das oito” . Serafim foi comprar pão em determinado dia e hora. Entretanto, eis que uma lotação passara por esse local. O veiculo colidiu nele.
                      Nesse momento, Serafim voou dez metros deslocando uma massa de ar; parou cinco segundos no ar. Teve um momento de adrenalina e caiu no chão com a força peso e também da colisão. O coelho foi levado ao hospital com traumatismo craniano, no entanto faleceu de parada cardio respiratória. Chora a pátria amada por Serafim, que triste fim.
                      O triste não foi o acidente, mas sim que textos ridículos como esse e outros sejam escritos no Brasil. Sendo pior que professores ensinem alunos a escrever dessa forma, chato é o modismo brasileiro de escrita; o qual só mostra a baixeza do conhecimento de seus escritores.


Todos querem viver um romance

Primeiro ao escrever se deve ter algo a relatar. Alguma historia, relato ou anedota. Se nada há para contar, não se deve escrever; pois po...