segunda-feira, 29 de abril de 2019

Todos querem viver um romance


Primeiro ao escrever se deve ter algo a relatar. Alguma historia, relato ou anedota. Se nada há para contar, não se deve escrever; pois pode o autor se encrencar.

  Será que o céu também tem um marketing como existe nas coisas da vida. Foi o que pensei quando abri a geladeira, aonde tinha meio sanduíche de ontem e um pouco de leite azedo. Pensando bem estou sem fome, decido dormir.
  Agora pense num sonho muito estranho, aonde todos tentam te vender algo que você não quer.
Dormi e nesse sonho tinham muitos vendedores, "moço precisa de um ventilador, tevê, x-box, aparelho de barbear". Tudo que coisas inúteis eram vendidas, parecia o centro de Porto Alegre em dia de feriado. Haaaa, acordo tenso e cansado; suado e decido tomar um banho para relaxar.
  Dirijo-me para o chuveiro. Toco um pouco de guitarra, algum sucesso do the Clash nada demais usa apenas dois ou três acordes. Ah, lembrei  era rock the casbah, mas isso não importa.Volto a dormir e o sono vira sonho.
  Tudo fica escuro e aparece um letreiro escrito"tênis fulano sem ele você não é nada", escurece e aparece outro letreiro"esse tênis estão todos usando". Abro os olhos, pois me assusto e volto a dormir.
  Agora começa a historia, não longa como uma trilogia; mas curta como um sonho.
  Pego um romance para ler, talvez 1984 me ajude, a historia de um casal que participa de uma conspiração contra um regime opressivo. Decido largar esse livro sou sozinho e o regime é autoritário hoje, mas não existe necessidade de levar ninguém junto para forca. E em 1984 eu julgo ser pior que agora.
  Vou ler Saramago, a historia do cerco a cidade de lisboa, outro casal romântico. Agora discutindo se tinham que colocar um não ali ou em outra página. Não me ajuda essa historia passo para próxima.
    Quem sabe Ernest Hemigway, por quem os sinos dobram. um doente que se apaixona por uma enfermeira e la vai outra vez o casal romântico.
  Será que vão-se os romances e os casais ficam. Vou ler outro livro para procurar uma resposta. Uma resposta que esta dentro de mim, não em nenhum livro. Hoje se encontrar é mais difícil que calcular a orbita de saturno.
  Acho que escreverei um romance, mas ainda não fiz nenhum casal. Agora vamos de Moacyr Scliar, o centauro no jardim, outro romance bem um centauro nasce; ele não consegue se ajustar até aí tenho empatia. Daí ele se apaixona por outra centaura e vivem outro romance novela.
  Talvez isso mude se ir para outro gênero vou lá, literatura inglesa Jack London; caninos brancos um cão meio-lobo, o qual tem dificuldades de ser aceito. Encontra um dono e se apaixona por outra cachorra, até aqui. Ilusório é o nome, pois as coisas no mundo são como o romance "O chamado da floresta". O cão cuida de seu dono e depois que seu dono morre. Ele segue o chamado da selva, vira um demônio. 
  Porque os cães largados podem sem tão pior que os lobos.

  Voltando aos casais.

  William shakespeare tem Romeu e Julieta, Homero: Odiseu e Penelope. Miguel cervantes, Dom quixote e dulcinéia (não, ele não namorava o Sancho pancha) e Machado de assis, capitu e bentinho(e talvez compania).
   Ligo a tevê, talvez não haja propaganda. Estou errado. "você deve compra o sabonete fulano","sua pele lisa como nova", "o verão vai chegar você tem que ter o boné fulano ".
   Depois de várias propagandas vou aos filmes.
   A forma da água, tem o home peixe e a mulher desajustada. Godzilla, os monstros são um casal os que duelam com ele. Matrix, neo e triniti. O homem de ferro tem a assessora dele, o picolé do capitão America alguma figurante largada por lá. Séries tudo igual, se bem que o Magyver continua só, é se eu pudesse fazer uma bomba com clipes e guardanapo ia preferir ficar só. Imagina o que não faria num ferro velho...I, talvez um transformer.
  Acordo. Levanto rápido estou atrasado para aula de EDO, embora meu colega diga "isso não é EDO Chama-se métodos aplicados a matemática", o coitado não leu Poicaré, se eu trocar o nome dos axiomas e teoremas por cadeira e mesa o sentido é igual.
 A sociedade digo que "vou compra o tênis fulano" outro dia. Escrever um romance sobre dois desconhecidos mais tarde, fazer uma novela ruim depois. Não tenho tempo para comprar o boné fulano e minha pele vai ficar cada vez mais dura(descobri que assim as coisas não doem).
  Esse é um bom mundo de ...Marketing.

terça-feira, 19 de março de 2019

Quanto vale um metro?


Para mim um metro é um metro, meu amigo físico acha que um metro é 10² centímetro; já o engenheiro acha que um metro é 100 centímetro. Já o pedreiro acha que um metro é uma ferramenta, aquela com centímetros e polegadas. Seja como for cada um tem sua medida, o problema é quando decidimos medir os outros com isso.

Cortes da vida


Sofremos no emprego,
no amor, na vida e 
em todos os lugares.

Esses cortes que uns nos dizem;
faz você mais forte.
Agora não sei se isso é verdade.

Esses cortes que doem na carne,
no coração, na alma.
Somos cortados em fatias e 
não sabemos se conseguimos
juntas os pedaços.

Após eles se curarem ainda fica as cicatrizes.
Encobrimos com glórias e maquiagem.
Não sei se isso nos torna 
seres humanos melhores.
Na verdade cada vez isso nos 
torna duros conosco e com os outros.

Sofremos cortes vivemos com cicatrizes.
Esses cortes que devem parar.

Somos cortados de vários lugares 
de vários modos; demitidos, colocados fora,
dispensados, velhos, doentes ou incompetentes.
Como iremos juntar esses retalhos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Rosas

Aonde em rosas dormem?
Meu bem, és tua beleza.
Na sinueta és tua destreza.
Meu amor, em rosas dorme.

Descansa em leito rosado.
De pétalas de rosa, decorado.
Amor, como quero ser teu enamorado.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Não fomos nós


                      Nascemos com algumas negações como essa “Quem quebrou o vaso de flor da sala, não fui eu; quem estragou isto, quem quebrou aquilo e assim segue os não fui eu”. Mesmo que ninguém aceite essa é a primeira reação humana, é essa de dizer palavras magicas “não fui eu”. Negar é sempre a primeira reação, só depois podemos dizer ou fazer algo.
                      Na idade adulta somente muda nossas “desculpas”; “ olha não sei quem foi”, “bem, deve ter sido um acidente” ou até pior “acho que foi fulano”. Tudo isso para falar e gritar “não fui eu”. Então que pode ter sido? “hã, isso só pode ter sido eles” e assim segue foram eles, eles...
                      Às vezes os eles se irritam e dizem fostes tu, mas isso é raro. O normal é culpar eles, quem matou saddam hussein? Que fazia espionagem na internet? Quem é culpado da alta no preço do petróleo? Quem leiloou o campo de libra? Quem não investe no sistema estadual? Quem? Ora, são eles e eles, e finalmente somente eles. E nós poderia ser? Não de jeito nenhum. Dizer que o culpado somos nos é culpar eu também, e consequentemente tu; e tu não quer ser o culpado ou quer?
                      É interessante olharmos nos telejornais os depoimentos e escultarmos essa frase “não fui eu”. Só que mais estranho ainda é ouvir os espectadores se indignando com o não fui eu, como se cada dia ele mesmo não falasse o mesmo. Agora você me pergunta quem escreveu isso, eu respondo “não fui eu, nem nos ,nem tu, ou seja, isso só pode ser escrito por eles.”

O texto do famoso Barthes



                      Barthes escreveu uma redação para sua digníssima professora. Ela o elogiou e cumprimentou pela suma dramatização, era sobre a “A morte do coelho Serafim”. Vai entender com se deu seu fim.
                      Então ele leu para seus colegas e começou sua narrativa emblemática e cativante, como uma “incrível novela das oito” . Serafim foi comprar pão em determinado dia e hora. Entretanto, eis que uma lotação passara por esse local. O veiculo colidiu nele.
                      Nesse momento, Serafim voou dez metros deslocando uma massa de ar; parou cinco segundos no ar. Teve um momento de adrenalina e caiu no chão com a força peso e também da colisão. O coelho foi levado ao hospital com traumatismo craniano, no entanto faleceu de parada cardio respiratória. Chora a pátria amada por Serafim, que triste fim.
                      O triste não foi o acidente, mas sim que textos ridículos como esse e outros sejam escritos no Brasil. Sendo pior que professores ensinem alunos a escrever dessa forma, chato é o modismo brasileiro de escrita; o qual só mostra a baixeza do conhecimento de seus escritores.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O homem que comprou o rio

Há muito tempo existia um homem chamado Augusto de Nogueira, não era uma pessoa má. Ele veio morar no alto em um planalto, não sabendo aonde tinham vendido a terra essa trabalhador se deslocou até o local para ver sua propriedade.
Ao chegar lá ele olhou um rio atravessando sua terra. Feliz, pensou vou represá-lo para ter dinheiro. Deixou os tratores e uma empresa trabalhar em sua terra, entretanto embaixo da sua propriedade existia uma vila que dependia da pesca e caça para sobreviver. Um dia chegou um emissário da vila pedindo para parar essa obra que estava prejudicando a subsistência dos moradores. Augusto não deu ouvidos e mandou o homem embora.
Terminando a obra a construtora foi embora e lá ficou Augusto de "dono" da represas e terra, embaixo na vila só tinha caça, pesca não havia ,porque nenhum peixe passaria pelo filete de água que corria da represa. A fome se agravou na vila, muitos cogitavam a ideia de matar o "dono" da represa. Imagine ele vivendo em um casarão e os outros naquela pobreza, mas nisso o homem mais velho da vila falou "não, ninguém matará esse homem; quando ele mexeu com nos tudo bem, mas agora a conta dele será com a natureza". Em tom profético ele disse "será dela a vingança", e assim que iria ocorrer.
Um dia as comportas da represa emperraram e a noite a água engoliu tudo que era dele, plantação, casa e uma parte do bosque; foram ocupados enquanto ele dormia. Não aguentando mais o concreto da represa foi rachando e parafusos por parafuso foi saindo. Até ela ser posta abaixo pelo rio, a noite os moradores da vila viram o barulho correram para ver o que se tratava e lá aonde um filete de água passava; começou a passar a água do rio feroz e rápida. Como se toda raiva disso ela quisesse descontar em alguém.
É o velho ainda disse "o rio não quis ser represado". Do Augusto nunca mais foi visto, nem a sua casa; parece que isso o rio reclamou para si.

Todos querem viver um romance

Primeiro ao escrever se deve ter algo a relatar. Alguma historia, relato ou anedota. Se nada há para contar, não se deve escrever; pois po...